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Lord of the Rings» Forums » Reviews

Subject: Lord of the Rings - resenha em português (review in portuguese) rss

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Tiago VIP
Brazil

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"One ring to rule them all,
One ring to fin..."


Ah, enfim. Você sabe do que eu estou falando.

LORDS OF THE RINGS - PRÓLOGO


(Cortesia de Eddy Richards)

O Senhor dos Anéis é um tanto conhecido, principalmente nos países de língua inglesa e na Europa. Um tanto, nada demais. Mas esse tanto é suficiente para que algumas empresas achem válido fazer jogos usando o cenário do livro e os personagens. E uma dessas empresas encomendou um jogo a um certo Reiner Knizia para fazer um desses jogos. O que saiu disso? Um jogo cooperativo com um tal de Fatty entre os hobbits.

Um jogo cooperativo é o esperado, afinal, os personagens formam uma Sociedade e, exceto pelo Boromir, a relação tende a ser produtiva e amigável. Só que eles tiveram um problema: como equilibrar num mesmo time o Gandalf e o Aragorn com o Frodo e o Pippin? O Knizia, velho de guerra, usou uma regra simples: qualquer um com mais de 1,20 metro seria só para suporte. Simples, elegante e no geral frustrante. Mas, ok.

Então, na sala de reuniões da dita empresa, o Knizia falava do jogo, todo animado, ainda mais depois saber que o John Howe iria desenhar tudo. Porém houve um momento de tensão, que reproduzirei aqui:

- Reiner, eu li aqui que esse jogo é para 2 a 4 jogadores, isso está certo? - perguntou o executivo da empresa.
- Sim, senhor - respondeu o Knizia, com um sorriso inocente.
- Parece pouco, não é? - A questão foi em tom de retórica.
- Bem, só tem 4 hobbits. Talvez desse para incluir o Gimli...
- Tem que ser 5, Reiner. 20% mais possibilidades de vendas!
- Entendo, mas...
- Cinco, Reiner. Se bem que seis...
- Cinco, então, chefe. Eu me viro.

Assim nasceu o Fatty. E o jogo é para 2 a 5 jogadores.

LORDS OF THE RINGS - O JOGO

Existem, no jogo básico, quatro cenários: Minas de Moria, Abismo de Helm, o Lar de Shelob e Mordor. Só lugares bons para levar a família no domingo.

Existe, ainda, pontos intermediários, onde existem algumas coisas a serem realizadas, mas são somente de passagem mesmo: Valfenda e Lórien. E os hobbits saem do Bolsão. Nesses locais os hobbits reagrupam e ganham cartas.


(Cortesia de Thierry Géraud)

Porém os 4 cenários são onde a ação de verdade acontece. O andamento do jogo é mais ou menos assim:

- Um jogador sorteia peças de forma aleatória. Alguns são ruins, e causam a perda de recursos. Outros são bons e fazem o hobbit avançar no cenário. Enquanto as peças ruins forem pegas, o jogador continua retirando novas peças, até que venha uma boa. Então, ele move os marcadores de acordo com o símbolo indicado.

- Sorteada a peça boa, agora é a vez de usar cartas. Existem cartas brancas e cartas cinzas, contendo símbolos diversos (mãos, árvore, machado, pés e estrelas). Um jogador pode usar até duas cartas no mesmo turno, mas tem que ser de cores diferentes: uma branca e uma cinza. As cartas fazem os marcadores avançarem de acordo. Ao invés de usar cartas, o jogador pode: a) comprar duas cartas; ou b) voltar um passo no caminho em direção a Sauron.

- Feito isso, o jogador passa a vez para o próximo e assim o jogo prossegue.

Por que avançar? Além do valor implícito na palavra "avançar", ao andar pelo cenário, os hobbits podem adquirir quatro coisas: peças com símbolos (anel, coração e sol), escudos (que servem para conseguir a ajuda do Gandalf: existem seis ações que o Gandalf pode fazer e cada uma delas custa 5 escudos e só pode ser usada uma única vez) e/ou cartas.


(Cortesia de Cuppa Jack)

Cada cenário tem uma trilha principal que, caso os hobbits alcancem o final dela, o cenário termina e o próximo cenário entra em jogo. Se o cenário for Mordor, basta chegar à Montanha da Perdição e rolar um dado: se os hobbits sobreviverem ao resultado que sair no dado (que pode fazer com que eles avancem em direção a Sauron, ou exigir que cartas sejam descartadas, ou que o próprio Sauron avance), eles ganham! Simples, não?

Só que, ao final de cada cenário, os hobbits andam na direção do Sauron na proporção de um espaço por símbolo que eles não tem (então, se faltar o anel, o coração e o sol, o hobbit avançará 3 espaços). Além disso, os cenários têm vários eventos ruins, que são ativados por certas peças ruins entre as que são sorteadas, e os jogadores têm que lidar com os eventos como puderem.


(Cortesia de Thierry Géraud)

COOPERAÇÃO, SIM, SENHOR

O jogo é 100% cooperativo. Nada de traidor ou hobbit-cylon. E a interação entre os jogadores é constante: conversas sobre em qual trilha avançar, quais itens coletar, quando terminar o cenário, quando utilizar o Gandalf, etc, são parte constante e integrante da partida.

Existe, aqui, um certo espaço para o controle dos demais participantes por aquele que mais entende do jogo. Mas como as cartas não podem ser mostradas aos demais, o "controle" fica mais na parte das sugestões, e não no "jogue essa carta aqui e ande aqui e é minha vez agora".

Dizem que é um jogo difícil. Mesmo assim, tive mais vitórias que derrotas nele. No entanto, caso uma série de peças ruins saiam em seguida, o jogo pode estar arruinado, ainda mais se isso ocorrer cedo, antes das cartas mais poderosas surgirem e ainda faltarem escudos para recorrer ao Gandalf.

Então, condensando as experiências dos outros e as minhas, eu diria que a chance de vitória no jogo é de 1 em cada 3 partidas. Novamente, há quem diga que a proporção esteja mais para 1 em cada 10, ou ainda pior.

No mais, a arte do jogo é fenomenal. Já coloquei umas imagens e vai mais uma só para dar mais um gostinho.


(Cortesia de Rodney Loyd)

E é isso!

Abs,
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  • Last edited Wed Nov 16, 2011 7:40 pm (Total Number of Edits: 2)
  • Posted Wed Nov 16, 2011 4:56 pm
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Tiago VIP
Brazil

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Ok, um adendo: o Fatty aparece no livro do Senhor dos Anéis. É fato.

Mas, até aí, a Rosinha (a hobbit por quem o Sam é apaixonado) também aparece.

Se eu tivesse que escolher um personagem extra, eu iria com o pônei Bill. Ao menos o pônei foi até Moria.

Abs,
 
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