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Struggle of Empires» Forums » Sessions

Subject: Struggle of Empires - 15 de junho rss

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Tiago Perretto
Brazil
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Thinking about my next move.
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So, if my only options are these, then I shall...
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Ontem ocorreu a pardida de Struggle of Empires, a qual foi marcada com quase 1 mês de antecedência.

6 jogadores:
Libonati (Áustria)
Fabiano (Prússia)
Penteado (Holanda)
Marcelo (França)
Jorge (Rússia)
Eu (Grã-Bretanha)


De começo, ninguém entedia realmente as implicações do que era feito. O jogo dura por 3 Guerras, e dentro de cada Guerra ocorrem 5 rodadas (no caso de 6 pessoas jogando), e em cada rodada o jogador realiza 2 ações entre essas: a) Comprar uma peça (cada um com habilidades especiais, algumas constantes, outras de uso único); b) Construir uma Unidade (Soldados, Marinha ou Forte) ao custo de 1 ponto de população; c) Colonizar (ao custo de 1 ponto de população) ou Escravizar,; d) Atacar (pagando 2 dinheiros); e) Mover Unidades (até duas).

Antes das ações começarem há um estranho (porém essencial, como viemos a descobrir) leilão de alianças. Um jogador escolhe 2 das potências para serem oponentes, ou no espaço de cima, ou no espaço de baixo. Os outros jogadores podem dar lances e, com isso, alterar as potências e/ou a posição delas nos espaços (isso é relevante, pois quem está em cima age antes). Se ninguém der lance, fica como está. O jogador seguinte ao que fez a 1a escolha, seleciona agora 2 novas potências, também indicando seus espaços. Mas agora, além da ordem das ações, também é necessário considerar que, aquela que está no espaço de cima, será aliada daquela que, no leilão anterior, ficou em cima, o mesmo valendo para aquelas no espaço de baixo. Então o leilão ocorre uma 3a vez, e ao final dele haverá 3 potências aliadas em cima, e 3 potências aliadas embaixo.

Na 1a Guerra as alianças ficaram:
Em cima: Prússia (Fabiano), Rússia (Jorge) e Grã-Bretanha (eu)
Embaixo: Holanda (Penteado), Áustria (Libonati) e França (Marcelo)

Aliados podem prestar auxílio com suas unidades aos demais e não podem atacar aliados. Não há quebras de alianças (acho que umas peças permitem isso, mas via de regra, não ocorre).

Logo de cara a Grã-Bretanha foi expulsa da Europa Central pela França, e os holandeses fizeram o mesmo com ela no Caribe. A Holanda também solidificou seu controle os Estados Germânicos e dominaram o Báltico. Os austríacos controlaram a América do Norte. Os franceses conquistaram as Índias do Leste.

Os britânicos, com o auxílio de mercenário e nativos, afluíram para a Índia e para a África, sendo que esta foi tomada por eles, enquanto a primeira foi dividida com os prussianos. Os prussianos vingaram os britânicos e assumiram controle da Europa Central, esmagando os franceses e os austríacos. Os russos mostraram-se supremos no Mediterrâneo e, com mais dificuldades, mantiveram-se no Império Otomano.

Ao final da 1a Guerra, a situação era:
1o - Prússia (Fabiano)
2o - Holanda (Penteado)
3o - Rússia (Jorge)
4o - Áustria (Libonati)
5o - Grã-Bretanha (eu) e França (Marcelo)


O diferencial para os prussianos foi o uso do Banco, que lhe rendia mais dinheiro, e de uma peça de treinamento do exército, que lhes davam uma significativa vantagem nos combates.

Na 2a Guerra as alianças ficaram:
Em cima: Prússia (Fabiano), Rússia (Jorge) e Grã-Bretanha (eu)
Embaixo: Holanda (Penteado), Áustria (Libonati) e França (Marcelo)

Sim, exatamente igual.

A briga entre a França e a Prússia começou aqui. Na América do Sul os prussianos foram surrados pelos franceses, que seguiram em campanha para o Caribe e fizeram o mesmo ali. Mas se tem algo que a Prússia produz são pessoas, e lá foram eles para a América do Sul, banhando o local de sangue, mas conseguindo se manter ali, mesmo sob a supremacia local francesa.

Na Europa os austríacos lutaram com os povos germânicos, sedimentando sua posição de poder ali, ainda que à sombra da Holanda. Também expandiram-se para os Bálticos e ali também eram o segundo poder, atrás dos holandeses. Um tentativa de ampliar terreno para a Europa Central foi debelada pelos prussianos.

Os russos seguiram para as Índias do Leste e se bateram com os franceses o suficiente para dividir o controle ali. Além disso, traficaram escravos da África para o Caribe e, com eles, sua influência na região. Mesmo tendo de suportar algumas investidas, a dominância russa no Mediterrâneo e no Império Otomano não foi perdido. Os britânicos apanharam dos holandeses no Caribe, mesmo tendo várias tropas e não enfrentando mais do que camponeses usando conchas como armas. Ao menos na América do Sul, os britânicos tiveram mais sucesso, e diminuíram o controle francês, tornando-se igualmente influentes ali.

Então ocorreu o que veio a ser chamado de o Massacre das Índias. Milhares de jovens e entusiasmados franceses, unidos sob a bandeira da Revolução, partiram para a Índia, de forma a tomarem o local. Milhares e milhares foram, e sequer um navio voltou. Foram várias levas, diversos combates, e somente derrotas vieram para o lado francês, cujo poder foi quebrado por tamanho esforço de guerra. Na Europa a França praticamente sumiu, e somente na Índia do Leste e na América do Sul havia alguns locais de influência francesa.

Na Europa Central o poder prussiano foi posto à prova por investidas austríacas e holandesas. O controle foi mantido, mas a altos custos, tanto para defensores quanto para atacantes.

Ao final da 2a Guerra, a situação era:
1o - Prússia (Fabiano) - somente 1 ponto à frente
2o - Holanda (Penteado)
3o - Áustria (Libonati)
4o - Grã-Bretanha (eu)
5o - Rússia (Jorge)
6o - França (Marcelo)


Então veio o momento principal do jogo: o 3o leilão de alianças. Pela primeira vez houve lances para trocar posições e alianças (no caso, das últimas duas potências: Grã-Bretanha e Áustria).

Na 3a Guerra as alianças ficaram:
Em cima: França (Marcelo), Rússia (Jorge) e Grã-Bretanha (eu)
Embaixo: Prússia (Fabiano), Holanda (Penteado) e Áustria (Libonati)

Ou seja, os três últimos contra os três primeiros. Mas dos três primeiros, somente a Áustria tinha um exército efetivo. A 2a Guerra quase exauriu completamente as unidades de terra da Holanda e da Prússia. Assim, a situação na Europa era a seguinte: Áustria, bem posicionada para tomar o controle de várias regiões, porém impedida de fazer isso por causa de suas alianças. O único exército opositor à tríplice aliança dos líderes era o russo, que com o uso de milícias, reforçou-se tremendamente, mas apenas para sustentar as posições que tinha, pois eram três potências (mesmo que duas enfraquecidas) contra uma. Mesmo assim, o Mediterrâneo foi perdido, primeiro com a retirada dos poucos britânicos que haviam ali (e que ainda conseguiram resistir ao avanço austríaco) e, depois, por diversos ataques cooperados que removeram a entranhada influência russa.

O exército britânico era o maior, porém também o mais distante e em nada incomodou na Europa. Os britânicos e franceses expulsaram os prussianos da Índia e também da América do Sul, e os primeiros também eliminaram os holandeses ainda no Caribe. Os franceses destruíram a força holandesa na América do Norte.

Ao final, o tremendo esforço de recrutamento dos russos causou profunda insatisfação no povo, o que causou a perda de pontos na contagem final. O mesmo ocorreu, de forma mais grave, com a França, mas principalmente devido às derrotas e mortandade.

1o - Holanda (Penteado) - 66 pontos
2o - Prússia (Fabiano) - 64 pontos
3o - Áustria (Libonati) - 59 pontos
4o - Grã-Bretanha (eu) - 55 pontos
5o - Rússia (Jorge) - 48 pontos
6o - França (Marcelo) - 36 pontos


Foi bem perto. Em verdade eu creio que a Holanda venceu porque a Prússia praticamente abriu mão de tentar ampliar seu controle durante toda a 3a guerra. O Fabiano, sem exércitos, ficou naquela de "foi bom enquanto durou", e optou por fazer fortes para sustentar certas posições, fazer reforma no governo para diminuir a insatisfação do povo (que ele não precisava, descobrimos depois) e, por incrível que pareça, deu apoio ao ataque holandês no Mediterrâneo, que permitiu à Holanda ter o domínio do local, marcando 6 pontos sozinha - antes, tanto a Holanda quanto a Áustria e a Prússia marcariam 6 pontos, depois os dois últimos marcaram só 4 pontos. Então calculemos: 2 pontos a menos para a Holanda... 2 pontos a mais para a Prússia... é, vocês me entenderam.

E a Áustria, que por um lado se beneficiou das alianças na 3a guerra, pois diminuiu a diferença com aqueles que vinham na frente, por outro lado, e talvez mais importante, também não pode fazer nada para também diminuir os domínios do Fabiano e do Penteado. A diferença só reduziu não pelas ações dos austríacos (claro), mas pelas dos franceses e dos britânicos. Ou seja, as alianças só serviram para solidificar sua 3a posição, o que evidentemente não vale de nada. Falo isso porque foi justamente o Libonati, que controlava a Áustria, que montou o leilão da Áustria como aliada da Prússia e da Holanda, talvez por temer ataques na Europa, mas sendo ele a maior potência armada ali, junto dos russos, eu acredito que mais valia ter se alinhado com os russos e partido para o ataque total. Talvez não desse em nada e só trouxesse mais insatisfação e perda de pontos, mas entre 3o, 4o, 5o ou 6o, não vejo diferença.

Percebemos isso mais durante a 3a Guerra e após o término da partida do que durante, e foi dito que, caso o alinhamento fosse outro (com a Áustria e a Rússia aliadas), a Holanda e/ou a Prússia, dariam lances altos para reverter isso. No entanto, ao menos, isso custaria mais insatisfação dentro daquelas nações, que para o jogo também poderia ter sido essencial, já que o Jorge/Rússia perdeu 4 pontos de vitória por ter 1 ponto a mais do que o Penteado de insatisfação. Ou seja, se o Penteado/Holanda tivesse 1 ponto a mais de insatisfação, terminaria com 4 pontos a menos, logo o resultado final seria outro.

Isso sim é um jogo decidido em diversos detalhes! Jogo excelente, sem dúvida alguma, que a princípio não impressionou, mas depois deixou um impacto enorme, fazendo-nos discutir jogadas, ações e opções bastante tempo depois do jogo guardado.

Abs,
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Bruno Libonati Rocha
Brazil
Curitiba
Paraná
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mbmbmbmbmb
O Jorge era a Russia criatura kkkkkk, nem depois da partida vc aprendeu isso

Quote:
Percebemos isso mais durante a 3a Guerra e após o término da partida do que durante, e foi dito que, caso o alinhamento fosse outro (com a Áustria e a Rússia aliadas), a Holanda e/ou a Prússia, dariam lances altos para reverter isso. No entanto, ao menos, isso custaria mais insatisfação dentro daquelas nações, que para o jogo também poderia ter sido essencial, já que o Jorge/Prússia perdeu 4 pontos de vitória por ter 1 ponto a mais do que o Penteado de insatisfação. Ou seja, se o Penteado/Holanda tivesse 1 ponto a mais de insatisfação, terminaria com 4 pontos a menos, logo o resultado final seria outro.
 
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Tiago Perretto
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libonati wrote:
O Jorge era a Russia criatura kkkkkk, nem depois da partida vc aprendeu isso

Quote:
Percebemos isso mais durante a 3a Guerra e após o término da partida do que durante, e foi dito que, caso o alinhamento fosse outro (com a Áustria e a Rússia aliadas), a Holanda e/ou a Prússia, dariam lances altos para reverter isso. No entanto, ao menos, isso custaria mais insatisfação dentro daquelas nações, que para o jogo também poderia ter sido essencial, já que o Jorge/Prússia perdeu 4 pontos de vitória por ter 1 ponto a mais do que o Penteado de insatisfação. Ou seja, se o Penteado/Holanda tivesse 1 ponto a mais de insatisfação, terminaria com 4 pontos a menos, logo o resultado final seria outro.


Ah, eu acertei 90% do tempo ao escrever, e 10% do tempo durante o jogo! Já é uma excelente melhora! laugh

Abs,
 
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