Tiago Perretto
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Thinking about my next move.
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So, if my only options are these, then I shall...
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Olá, pessoas!

Jogamos o caso 8: Os Assassinatos do Tâmisa (The Thames Murders). O caso iniciou cheio de opções e caminhos a serem seguidos, e discutimos bastante acerca de qual acompanhar. Tentamos um esquema de "o que o Holmes faria?". E até que deu certo no começo, mas aí nos embolamos em alguns lugares sem mérito, ficamos abatidos por não conseguir traçar um quadro completo dos eventos e motivações que explicassem tudo o que íamos encontrando e, nisso, somou-se o cansaço do sono. Porém, nos forçamos adiante e fomos estapeados por uma revelação importante, o que, usualmente, é algo bem-vindo, só que, naquele ponto, tirou-nos dos trilhos e tivemos de refazer todo o nosso já mal-ajambrado caso. O Trentini estava à beira das lágrimas, desacreditando de tudo e andando histérico pelas ruas de Londres, incapaz de oferecer uma pintura compreensível dos eventos. O Gabriel e eu elaborávamos possibilidades e nenhuma parecia ter uma resistência maior do que um pano de chão com 12 anos de uso constante. O Pedro tinha algumas teorias próprias, contudo, mantinha os detalhes delas em segredo, surpreendendo-nos com elas em arroubos discursivos. Ao Perusso nada fazia sentido. As peças vinham, mas era como fazer um muro com tijolos circulares e sem argamassa, onde até pode parecer encaixar, só que basta uma batida fraca e a coisa desmonta inteira. Era certo que queríamos visitar mais lugares, contudo era tarde demais. Deveríamos mesmo ter pausado e prosseguido em outra ocasião. Fomos ao Holmes e tínhamos algumas das respostas, porém, no geral, falhamos, principalmente num dos assassinatos. Marcamos 10 pontos, mas foi a primeira vez que nos sentimos no negativo! Demorou 8 casos, mas, afinal, creio que perdemos.

***** Adicional semi-secreto:
Spoiler (click to reveal)

Notamos logo de cara que este seria um caso interessante: o volume do livreto do caso era um dos maiores e folheando pude ver que havia várias passagens longas. Ademais, diferente de outros, tínhamos uma montanha de possibilidades a serem seguidas - diversos nomes e locais. Tanto que, para nos organizar, tentamos ir pelo esquema de "o Holmes iria nesse local?" ou "o Holmes falaria com essa pessoa?". Se a resposta parecesse ser "não", deixávamos de lado. O caso, que ocorre em 04/06/1890, trata dos mortos que, em uma semana, apareceram no Tâmisa: Nathan Revell (30/05), Cyril Maud (31/05), Charles Attard (01/06), Leo Shepard (03/06) e Roland Jaquard (04/06). A Yard não encontrou relação entre as pessoas mortas.

38EC - Necrotério. Falamos com Jasper Meeks, e aprendemos que o Roland morreu brigando e que o Shepard era um bruto, cheio de cicatrizes, que até recebera um tiro dois dias antes de sua morte. De acordo com o Meeks as mortes ocorreram:
- Nathan Revell: dois tiros de grosso calibre pelas costas;
- Cyril Maud: teve o pulmão e o coração perfurados por um objeto afiado e longo;
- Charles Attard: dois tiros de grosso calibre, um no peito e um no abdômen;
- Leo Shepard: dois tiros de baixo calibre, mas morreu efetivamente afogado, paralisado por um tiro que atingiu a espinha;
- Roland Jaquard: estrangulado.
14NW - Bagatelle Club. Era onde o Roland Jaquard vinha jogar whist. Conversamos com Roger Chapman, que pouco nos disse de útil. Depois, com Edwin, o barman, e este sim foi útil, dizendo que o Jaquard jogava constantemente com o Coronel Moran e, muitas vezes, contra os dois faziam dupla contra o Revell nas partidas de whist. Também falamos com Ronald Adair, um membro do clube, e soubemos que na noite anterior (03/06) o Jaquard viera ao clube, ficara além do horário (tinha ingressos para o teatro), dizendo que ainda conseguiria cumprir seu compromisso de jantar, e saiu às 20:30 quando recebeu um telegrama. Dias antes, o Moran estivera no clube esperando pelo Revell, que não aparecera, e o Moran dissera que, caso o Revell aparecesse, ele estaria esperando-o no clube Tankerville.

Aqui eu avisei o pessoal que "conhecia" o Coronel Moran: este era um atirador profissional que estivera na cola do Holmes em um dos contos (e deixou, justificadamente, o Holmes temeroso e paranoico, esperando um tiro a todo momento). O Moran trabalhava para o Moriarty. O Moran também aparecera no primeiro dos jornais, na notícia sobre a disputa de tiro.

34WC - Clube Tankerville. Loren Jarett nos informou que o Jaquard jantara, no dia 30/05, com Kathleen Lindsay, e que nesta noite o Moran os encontrara, ficara com eles por meia hora, e saíra às 21:45. O Moran não aparecera mais desde então.
17NW - Lindsay Co. Falamos com Neil Patterson, que nos revelou que o Revell era escriturário da empresa, e que este roubou títulos, em três bancos diferentes, no valor de 6000 libras.
18NW - Fred Porlock. O Sam Parsons nos entregou uma marionete de um coronel a qual tinha, em cada mão, um títere: um advogado (Attard) e um marinheiro (Shepard) com uma pistola.
34EC - Escritório do Attard. O secretário do Attard, Robert Traux, disse que de nada sabia e nos mandou embora. Suspeito isso.
37EC - Correios. Conseguimos a mensagem do telegrama entregue ao Jaquard: "Jaquard. Twiggs at Warehouse 1, Bankside SE Mole". Twiggs?
5SE - Apartamentos Celestial Garden. Lugar bizarro em que falamos com o proprietário, Wai Fang Gong, em nossa busca pelo paradeiro de Curtis Twiggs. Ele não estava mais ocupando um quarto ali, fazia alguns dias (desde 31/05), mas deixara uma saco preto com alguns pertences: um relógio de ouro engravado com C.A.; joias; anéis; as carteiras de Charles Attard, Wilfrid Robarts, Nathan Revell, Rory Winslow; um estilete com lâmina de 7 polegadas e punho de perolado. Pelo estilete supomos que o Twiggs foi o assassinado do Cyril Maud, e pelas carteiras, era evidente que ele tivera algum envolvimento com a morte de Revell e Attard.
36EC - Edward Hall. Nada de efetivamente novo.
52EC - Porky Shimwell. Uma conversa aqui foi bem reveladora: o Twiggs era o morto que tinha sido identificado, por erro, como Leo Shepard. O Twiggs fazia parceria criminal com o Cyril Maud, sendo o Twiggs o "da faca" e o Maud o "da pistola".

Aqui achamos ter as primeiras mortes resolvidas. O Twiggs e o Maud (mais este) mataram o Revell, depois o Twiggs matara seu parceiro (não sabíamos por qual razão), e o Twiggs matara o Attard, usando a pistola do Maud. Tínhamos certeza que o Jaquard, envolvido através do Moran, com algum esquema que envolvia o Revell e o Attard, notou que seria o próximo a morrer. Recebeu um aviso da localização do Twiggs (o telegrama) e saiu chispando atrás deste, terminando por matá-lo. Excelente. Agora, quem matou o Jaquard? Pensamos nisso e avaliamos que poderia ser algo nada a ver com o caso, e, por isso, fomos atrás do parceiro de jogo de whist que ele deixara irritado no dia anterior ao da morte do Jaquard - o Merlin Newbury. Seguimos essa pista e...

26NW - Casa do Merlin Newbury. O mordomo dele disse que ele estava na empresa.
31SW - Novak Adam & Co. O Merlin não estava, saíra para ir almoçar no Keen's.
37WC - Keen's. O Merlin já almoçara e dissera que iria ao Bell's Bath.
11EC - Bell's Bath. O Merlin já tinha vindo e ido.

Desistimos de segui-lo. Que bela maneira de perder 20 pontos!

27NW - Casa do Lorde Denham. O padastro do Jaquard tinha pouco a acrescentar, tendo cortado relação com seu enteado seis anos antes.
40NW - Casa do Roland Jaquard. A porta da frente estava quebrada e dentro encontramos o mordomo Winston. Ele nos deixou olhar pelo local. Vimos que o Jaquard tinha uma coleção de armas. Em cima da escrivaninha dele estavam os títulos roubados pelo Revell. O quarto estava uma zona completa, todo revirado. Mas a única coisa roubada fora um tapete persa.

Aqui avaliamos que a história encerrava. O Moran, ou algum agente dele, viera atrás do Jaquard, após este se livrar do Twiggs/Shepard. O Jaquard aproveitou e surrupiou os títulos que os assassinos do Revell haviam pego (ou sempre estiveram em posse dele), porém não sabíamos explicar porque foram deixados ali, ao invés de levados (o atacante do Jaquard conseguira sair da casa, perfeitamente bem para não deixar pistas, e, notei, levara o corpo, enrolado no tapete persa, para fora e depois deslocara esse até o rio Tâmisa, onde o desovou).

Agora, muitos motivos e ligações estavam faltando: não sabíamos a ligação exata do Attard com tudo aquilo, nem porque o Jaquard tinha que ser morto (e nem exatamente quem o tinha matado). Havia outros poréns, mas era muito tarde (2hs e tanto da madrugada) e todos estávamos cansados, bocejando, sem conseguir pensar direito. Deveríamos ter parado naquele momento e prosseguido na semana seguinte, indo em outros locais, mas a vontade de saber a solução era grande e temíamos perder o fio da meada de uma semana para outra. Fomos até o Holmes, então e derrapamos feio. Acertamos a maior parte das primeiras questões, todavia erramos tudo referente ao Jaquard e alguns dos motivos, e ainda chutamos que todas as mortes estavam relacionadas. Para as questões adicionais simplesmente não sabíamos nada de nada (só o do cachorro era evidente que, tivéssemos ido até o cara que enviara a mensagem para o jornal sobre a ajuda que os cachorros poderiam dar na investigação, que obteríamos o nome do cão).

No final marcamos 10 pontos, mas a sensação foi de fracasso quase completo. A partida demorou cerca de 5h30.


E foi isso!

Abs,
 
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