Recommend
4 
 Thumb up
 Hide
1 Posts

The Name of the Rose» Forums » Reviews

Subject: Crítica em português rss

Your Tags: Add tags
Popular Tags: [View All]
Pedro Pereira
United Kingdom
Belfast
flag msg tools
See the person next to you? Kill! Kill!!! KILLL!!!!
badge
I'm your baby! Can you feel it?
Avatar
mbmbmbmbmb
O NOME DA ROSA

Sinopse

Em 1327 o monge Franciscano Guilherme de Baskerville e o seu aprendiz Adso de Melk chegaram ao isolado mosteiro Benedetino no Norte da Itália. O propósito da sua deslocação era um debate teológico. Porém, ao lá chegar, o mosteiro é abalado por um suicídio e sucessivas mortes. Guilherme na sua desenvolvida capacidade de dedução lógica, é incumbido pelo Abade a investigar estas misteriosas mortes e desvendar o seu aturo e suas motivações. É nesta história que se baseia o jogo, porém, aqui os jogadores não querem desvendar o assassino, pois os jogadores são todos eles os suspeitos! Cada jogador é um monge na mira de Guilherme, que suspeite de todos eles enquanto possíveis autores dos crimes que atormentam a comunidade, e cada um quer atrair a menor atenção possível para que não seja, no final, acusado de ser o criminoso.

Como se joga

Antes de começar a jogar, cada jogador recebe uma carta de identidade. Esta carta vai determinar a cor do monge de cada jogador, identidade que de resto é desconhecida aos restantes jogadores e não deve ser revelada a ninguém até o jogo terminar. O tabuleiro, a ilustrar o mosteiro como descrito no livro, demonstrando os seus vários edifícios, é colocado no centro da mesa.
As figuras de monge são colocadas de forma aleatória no tabuleiro e agora cada jogador recebe 3 cartas de ação. Estas cartas são o motor do jogo e existem 3 tipos de cartas:

- Cartas de monge
- Cartas de edifício
- Cartas de Guilherme/Adso

O que os jogadores fazem, é escolher uma carta de entre as 3 que têm na mão jogá-la, executar uma ação, receber uma carta nova e passar a vez.

- Assim, se um jogador jogar uma carta de monge, terá que deslocar o monge da cor dessa carta, para um qualquer edifício à sua escolha.
- Se jogar uma carta de edifício, terá de movimentar um qualquer monge à sua escolha para esse edifício.
- Se jogar uma carta de Guilherme/Adso, terá de movimentar um dos dois monges para um qualquer edifício à sua escolha.

Ora qual é a ideia? No mosteiro, os monges têm de cumprir diariamente as suas tarefas. Isto é representado por pequenas peças que coincidem com as cores dos diferentes monges e que têm também um determinado valor. Estas peças representam as tarefas, assim, se um monge branco for colocado num edifício que contém uma dessas peças brancas, é porque tem uma tarefa a cumprir nesse edifício, e então vai diminuir o seu valor de suspeita em valor igual ao da peça branca, podendo agora recolher essa peça.

Se pelo contrário, o edifício para o qual o monge branco foi movimentado não conter uma peça da mesma cor, significa que nada tem a fazer ali, levantando por isso suspeitas! Assim, o valor de suspeita sobe em função das peças presentes nesse edifício.

Este é o princípio básico do jogo. Como ninguém sabe quem é quem, a ideia é cada jogador dissimular a sua identidade o melhor que pode, para que no final de cada dia, seja o menos penalizado. Isto porque, durante cada dia (ronda de jogo), os monges acumulam ou subtraem pontos de suspeita que no final do dia se convertem em pontos de incriminação! E como ninguém sabem quem é quem, mas todos podems movimentar todos… eis o nó! Após sete dias, o monge mais incriminado, será considerado o assassino!

Para quem conhece o mundo dos jogos de tabuleiro, saberá estabelecer de imediato a comparação mais óbvia: Heimlich & Co. Um jogo no qual cada jogador é um espião cuja cor apenas os próprios jogadores conhecem. Poder-se-ia dizer que o Nome da Rosa é uma versão “kitada” desse mesmo jogo que foi vencedor do prémio “Jogo do Ano de 1986”.

Alguns pormenores que distinguem o Nome da Rosa do seu antecessor:

- no início de cada dia (ronda) é revelado um evento, esse evento altera as regras do jogo pela duração desse dia, assim, os jogadores são obrigados a adaptarem-se a novas situações de dia para dia.

- O relógio! No canto superior do tabuleiro está representado um relógio do sol que tem um pequeno cubo a marcar as horas. Sempre que um jogador jogar uma carta, vai ter que avançar o cubo por um número de “horas” igual ao valor que consta na carta. Como já explicado, os jogadores vão recolhendo as peças nos edifícios se a cor do monge coincidir com a cor de uma das peças; estas têm no seu verso o desenho do relógio do sol. Sempre que um jogador for obrigado avançar horas no relógio, pode devolver essas peças para atrasar o avanço do dia em uma hora por peça! Isto é importante porque o jogador que termina o dia será penalizado! Pois até parece que quer fugir de alguma sinistra suspeita…

- Guilherme e Adso são dois monges neutros! A função deles é causar atrito entre os monges na expetativa de assim revelar algo mais! Sempre que um destes dois monges for movimentado para junto de outro(s) monge(s), todos os monges que se encontram na sua presença aumentam ou diminuem pontos de suspeita no caso de Adso, ou mesmo pontos de incriminação no caso do mais astuto Guilherme, a subida ou descida é à vontade do jogador que deslocou a respetiva peça.

- Dar pistas! Cada jogador tem um conjunto de 6 peças e cada uma delas tem a cor dos seis monges (sem contar com Guilherme e Adso). No final dos dias 1, 3 e 5, cada jogador tem que virar para cima uma dessas peças que tenha uma cor que não seja a do seu monge.

E assim se vão jogando 6 dias para que no final, no sétimo dia, se façam umas últimas acusações! Neste sétimo dia já não se deslocam monges. Ao invés disso, e conforme aquilo que se foi sabendo e observando durante o jogo, cada jogador vai tentar adivinhar a cor de cada um dos outros jogadores, e por cada jogador que adivinhou a cor há incriminação adicional, uma vez que isto indicia “comportamento pouco dissimulado”. Finalmente, depois de contabilizada toda a incriminação, saberemos quem foi o assassino, sendo esse o grande derrotado da partida, e o vencedor, aquele monge que menos suspeitas levantou no correr do jogo.


O que penso do jogo

Sendo fã do livro, confesso ter comprado o jogo sem ter feito grandes pesquisas. Não estou arrependido, pois o jogo não só é agradável de jogar como é também agradável de ver! O aspeto visual é definitivamente um ponto forte, e qualquer pessoa que passasse por um tabuleiro destes, teria curiosidade em saber mais. Um outro aspeto claramente favorável são os eventos, não só pela diversidade que trazem ao jogo, mas também porque há bem mais eventos do que rondas de jogo, o que significa que com cada partida poderá haver surpresas inesperadas. O fato de os jogadores não poderem divulgar a sua identidade (até podem, mas não convém mesmo nada) torna o jogo muito tenso e propenso ao bluff, e se não tiverem cuidado, estes bluffs podem correr muito mal, para grande divertimento dos restantes jogadores. É um jogo interativo, tenso e o elemento da dedução, embora subtil, é altamente motivador. Uma excelente proposta para um dia de chuva ou aquando de um piquenique no parque. Recomendação especial para os fãs da obra de Umberto ECO.

Aspeto mais negativo: Para o tipo de jogo que é talvez demore demasiado tempo, especialmente para jogadores ocasionais ou crianças. Felizmente foram surgindo várias recomendações que aparentemente em nada comprometem a qualidade do jogo, assim foi recomendado remover um evento e jogar 5 dias mais o da revelação em vez de 6 dias mais o da revelação. Para isso teriam os jogadores que revelar cores não correspondentes às do seu monge depois dos dias 1, 3 e 4. Ou até reduzindo para 4 dias mais revelação, portanto cores reveladas depois dos dias 1, 2 e 3. Outra questão é que o jogo é recomendado para adultos e crianças de 10+ anos, embora não tivesse ainda possibilidade de o experimentar com uma criança de 10 anos, custa-me a crer que seja fácil de captar a essência do jogo, já para quem leu o livro,penso não ser nada difícil.

Aspeto mais positivo: O material! Madeira de qualidade, cartas bonitas e tabuleiro de se emoldurar! Belíssimo!

Componentes: 9
Grafismo: 9
Interesse: 8
Global: 8


Revisão originalmente publicada em:
http://jogoeu.wordpress.com/
10 
 Thumb up
 tip
 Hide
  • [+] Dice rolls
Front Page | Welcome | Contact | Privacy Policy | Terms of Service | Advertise | Support BGG | Feeds RSS
Geekdo, BoardGameGeek, the Geekdo logo, and the BoardGameGeek logo are trademarks of BoardGameGeek, LLC.