Tiago Perretto
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Thinking about my next move.
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So, if my only options are these, then I shall...
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Olá, pessoas!

Na quarta-feira (28/nov) prosseguimos com a 6a missão de nossa campanha de Descent.

Eu - Overlord
Marcelo - Avric Albright
Alexandre Bampa - Leoric do Livro
Cesar - Grisban, o Sedento
Marcelo, Alexandre & Cesar - Tomble Burrowell


Primeiro Sangue & Goblin Gordo - sessão I

Castelo Daerion - sessão II

O Sofrimento do Cardeal - sessão III

Interlúdio - A Cripta Sombria - sessão IV

O Tesouro do Monstro - sessão V - parte I

O Tesouro do Monstro - sessão VI - parte II

A Espada do Amanhecer - sessão VII - parte I

Jogamos a 2ª parte da missão A Espada do Amanhecer (The Dawnblade).


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Capítulo 9 - A Espada do Amanhecer - parte II

"Eu tenho certeza que nós não sabemos para aonde estamos indo", Tomble afirmou, enquanto tropeçavam no escuro. Os archotes queimavam, mas lançavam mais fumaça do que luz para o ambiente. Havia uma névoa negra no ar, como se fosse teias de aranhas vindas dos fossos mais escuros do submundo. Leoric explicara que tratava-se de um efeito da presença de dragões das sombras - muitos dragões.

"Quando Gryvorn, o Lorde dos Dragões," dissera Leoric, "foi derrotado por Sir Arcite, eles foram presos em algum lugar por aqui. É uma prisão de sono, gelo e pedra, mantida por grilhões invisíveis. Nessas colinas e morros há toda uma geração de dragões - os mais velhos e poderosos, que tomaram parte na guerra. Os que enfrentamos são as crianças, os jovens mantidos distantes e que escaparam, por isso, ao aprisionamento. Estes cresceram, envelheceram, mas ainda não jovens, quase nem adultos, principalmente se comparados com os terríveis anciões com séculos, por vezes milênios de existência."

Tomble achou uma ideia excelente prender dragões que representavam tal nível de ameaça ao invés de exterminá-los e sugeriu fazer uma cadeia para ratos e outras pragas para ver quão certo daria. Depois perguntou qual o motivo de deixar a chave que mantinha as criaturas encarceradas justamente ao lado da cela. "Até Gort", comentara, falando sobre o parrudo chefe-carcereiro da prisão de Arhynn, "sabe melhor do que isso. E ele é um gordo bêbado."

Leoric tentou explicar que o feitiço exigia um ponto focal para que emanasse e perpetuasse suas energias, porém Tomble rebatia a tudo com comentários que iam da ironia descuidada ao cinismo descarado, o que fez o necromante desistir. Avric não queria conversa, ocupado demais estava remoendo o fracasso que ocasionou a morte de Sir Palamon nas mãos de Sir Alric Farrow, a quem agora perseguiam. Quando Tomble sugeriu prender Alric numa cela de bambu e deixar a chave dentro, o olhar de Avric fez com que parasse de falar - por um breve tempo.

Grisban tentava guiá-los no escuro, contudo eles descobriram, bastante cedo, que aquela escuridão não era algo mundano e a visão do anão, mesmo feita para lugares sem iluminação, tinham dificuldade de enxergar adiante. De qualquer forma, ele ainda enxergava naqueles túneis um tanto melhor que seus companheiros, então ia à frente. Enquanto o túnel era único, o problema de ver era menor, mas bastou as bifurcações começarem e passagens de tamanho superior àquela de que vinham aparecerem, que as dúvidas sobre qual era o caminho principal e qual deveria seguir, surgiram. O solo rochoso não deixava sinais de Alric e a frustração de seguir por túneis sem saída ou que reduziam até ter espaço para um gato pequeno, ou outras que encerravam diante de fissuras largas demais para serem transpostas. Estavam no subterrâneo havia dois dias, talvez um tanto mais, era difícil precisar o tempo ali. Então, quando desceram uma passagem íngreme, onde havia poucos sulcos ou protuberâncias para escorar os pés na descida, que terminou em um lago subterrâneo, Tomble perdeu a paciência. "A não ser que Alric tenha decidido nadar com aquela pequena armadura dele, acho que ele não foi por aqui, Grisban!", reclamou. "E ainda vamos ter que subir tudo de volta! Praticamente escalar."

"Era de se pensar que o Avric teria mais problemas com isso do que você", Leoric disse.

"Eu sou muito parceiro com as dificuldades de meus amigos", retrucou Tomble. "E eu sou menor, então para mim é como subir uma vez e meia mais do que vocês. Exceto o Grisban, que merece se danar por ser um guia tão ruim."

O incômodo de Grisban era tanto que ele nem discutiu.

"Ao menos estamos marcando as passagens, acho que, a partir da última caverna deve restar somente uma ou duas opções", Avric lembrou, em tom apaziguador, depois de jogar uma pedra no lago cuja água parecia óleo corrompido, pútrido e fétido - provavelmente mais um efeito da presença dos dragões presos em perene sonolência. "Vamos logo. Alric também não conhece esses túneis, independente de onde ele queira ir, também poderá ficar perdido", adicionou, com mais esperança do que fatos para se apoiar.

O retorno foi tão exaustivo e complicado quanto Tomble estimara. Entretanto, só descansaram quando regressaram até a maior das cavernas entre as que passaram e da qual saíam cinco passagens diferentes. Restava somente uma para ser explorada. "Se não for essa a correta e terminar em nada como as outras, teremos de voltar ainda mais e, creio, teremos realmente um enorme problema em nossas mãos, pois não é mais certo que sabemos como voltar à tumba", disse Leoric para Avric, baixo o suficiente para que somente o guerreiro espiritual o escutasse.

"Nossa rações durarão o quê? Mais um dia?", Avric perguntou.

"Talvez dois se racionarmos", ponderou Leoric. "Mas isso não será possível, se mantivermos o esforço de percorrer essas passagens. E mesmo restringindo o consumo, duvido que a água dure dois dias. Desde o primeiro dia estou atento para alguma fonte de água potável, mas todas são como o lago - intragáveis e, provavelmente, venenosas. Temo que, em mais três dias, estejamos bastante tentados ao ponto de ingerirmos até mesmo esse líquido infectado."

Era um cenário terrível, que Avric sabia ter sido pintado sem nenhuma exagero.

"Começo a crer que fomos deliberadamente enganado, Leoric." Avric deu voz ao temor que o vinha correndo. "Acredito, agora, que Alric nos trouxe para cá justamente para isso: nos deixar perdidos, famintos, sedentos, desesperados. Apesar do que falei, que foi somente para tranquilizar Tomble e Grisban, acho que ele conhece sim os caminhos daqui - seja devido aos poderes do maldito Senhor do Escuro, seja porque alguma criatura que o serve, talvez até mesmo os dragões mais jovens, guiou-o por aqui. Esse era o plano dele: esperar por nós para que corrêssemos atrás deles como cães atrás da lebre. Deuses, que idiota eu fui."

"Se o foi, não o é sozinho", Leoric disse, em apoio ao amigo. "Nós quatro optamos por seguir Alric e eu mesmo supunha que ele nos aguardara para que tivéssemos algum papel na libertação dos dragões. Agora, como você, vejo que não. Ele poderia ter feito isso sozinho. Mas nós ainda estaríamos em algum lugar para combatê-lo. Isso, Avric, é resultado do medo deles de nós. Eles não querem mais nos enfrentar. Não podemos lutar contra a rocha. Mas, Avric, podemos encontrar um caminho. Há um caminho para fora. Talvez mais de um. Alric nos colocou em uma armadilha? Sim. Mas ele não tem como fechá-la inteiramente enquanto os dragões também estiverem por aqui. Há esperança. Temos que sair antes deles despertarem."

Avric considerou as palavras de Leoric por um longo momento, o queixo apoiado na mão, encarando o escuro e pouco mais. Levantou-se com um curto gemido, revelando que o ferimento sofrido na luta contra o dragão ainda o incomodava.

"Descansados?", perguntou a Grisban e Tomble, a voz morrendo sem ecoar pela caverna, como seria esperado, engolida pelas névoas.

"Sim", Grisban disse, estoicamente.

"Não", falou Tomble, em tom amargo. "Estou com sono, moído e com fome. E definitivamente não descansado o suficiente."

"Excelente", Leoric retornou. "Então vamos."

"Por que então perguntar? Qual a razão? Tripudiar? Rir de mim? É o que parece, sabe? Eu ainda não esqueci que fui a isca daquela vez", finalizou, ressentido. Ninguém escutava seriamente. Tomble ficou resmungando, mas foi.

A passagem que restava a ser explorada seguia reta, a princípio, e depois subia suavemente. Isso animou Leoric, pois a teoria dele era que os dragões foram encerrados em áreas inferiores e a Pedra-chave do feitiço, aquela que mantinha e potencializada a magia de aprisionamento, deveria estar em uma posição superior àquela das criaturas. Quanto mais subiam, e ascenderam por bastante tempo, tendo que parar por duas vezes no caminho. A exaustão os tomava com garras irresistíveis e foi somente devido ao servo-esqueleto, conjurado com grande custo por Leoric, cuja fadiga quase o impedia de realizar até os mais simples truques de prestidigitação, que não tiveram de abandonar parte do equipamento, em particular as pesadas armaduras, ainda mais porque sabiam que elas teriam uso se encontrassem, como esperavam, Alric Farrow.

Foi Avric o primeiro a sentir que o ar tornava-se menos pesado e o túnel menos abafado. Sem terem mais archotes, não tinham como medir se a iluminação teria maior efeito - se precisassem de luz teriam que contar com as rajadas do Cajado carregado por Leoric. Quando sentiram um fiapo de ar fresco, a energia pareceu retornar aos membros cansados dos aventureiros que avançaram mais rápido e, por certo, encontraram uma saída das cavernas.

"Glória aos Deuses do Norte, do Sul, do Oeste e até do Leste, que não gosto muito", agradeceu Tomble, ajoelhando na relva alta do lado de fora do túnel.

Era noite, mas mesmo assim tiveram de proteger os olhos da luz que a lua crescente refletia. Mais acima, num esporão de rocha que formava a base sobre a qual havia seis feiticeiros em círculo ao redor de uma pedra que brilhava e pulsava como se estivesse viva. Não era maior do que a cabeça de um homem adulto e, no entanto, irradiava energia suficiente para fazer as folhas das árvores sacudirem.

"Então havia mesmo mais de um caminho para fora", Tomble falou, boquiaberto com a cena.

Leoric viu e compreendeu o que os demais ignoravam: aquilo era um ritual para eliminar as proteções místicas inseridas na Pedra-chave. Os feiticeiros, cobertos de tatuagens e inscrições, vestiam somente tangas rústicas e pareciam à beira da morte - estavam consumidos, como se o ritual ingerisse o próprio ser deles. Deveriam estar ali, sustentados por nada além de pura magia, por uma semana, talvez mais. Dragões das sombras, aqueles considerados jovens por Leoric, agarravam-se ao paredão rochoso do morro. As ondas de energia da Pedra-chave pareciam repeli-los, mas, ainda assim, tentavam avançar, rasgando a rocha com suas garras, porém frustravam-se sempre.

"Temos que ir lá", falou Avric, sem convicção.

"Alguém trouxe uma vara?", Tomble fez troça. "Se funciona para afastar morcegos deve funcionar com dragões também, certo? Ou, Avric, você sabe algum modo para escalarmos uma parede reta e ainda lutar ao mesmo tempo contra dragões que, sabe, voam?"

Avric não respondeu. Não tinha resposta para dar.

"Talvez uma rajada do Cajado ou um pulso da Runa", propôs Grisban. "Umas flechas do Tiro Verdadeiro deve derrubar alguns deles."

Tomble mediu a distância até o promontório e, depois, mediu a distância até a linha de árvore. Achou que teria chances de correr até lá, então valia tentar um ataque com a Runa Umbrosa. Leoric supunha que o ataque falharia pelo mesmo motivo que a Pedra ainda estava inteira, contudo não impediu a ação de Tomble - era uma chance, conquanto pequena fosse. O pulso fez um traço negro-arroxeado que atingiu o topo do esporão. Estalos agudos de energia saltaram para o ar e não houve resultado algum fora isso. A proteção da Pedra ainda agia.

Os dragões jovens esticaram seus pescoços e avistaram o quarteto parado na base do morro. Eles deram seus urros e guinchos e lançaram-se em voo, o que fez os aventureiros, após uma breve hesitação, fugirem para a mata. Os dragões sobrevoaram e, alguns, os maiores, cuspiram fogo negro e as chamas colocaram a floresta em chamas. O incêndio foi tão grande que até o povo de Arhrryn, a uma centena de milhas, pode ver a fumaça nos céus, tanto durante o dia quanto pela noite, cobrindo a lua. Porém, o que acordou as pessoas, naquela noite, não foi o fogo.

Foi o grande estampido e a onda de vento uivante, que destelhou casas e tocou os sinos dos campanários. Esse foi o suspiro de morte da Pedra-chave. Depois dos feiticeiros terem sido completamente consumidos e, com suas essências corruptas, malignas, conspurcaram a magia da Pedra, entranhando-se nela o suficiente para destruir a proteção que a guardava de perigos. Assim, quando Sir Alric Farrow usou a Espada do Amanhecer para trespassá-la, ela fez-se em pedaços.

Das entranhas da terra os dragões - os antigos, poderosos - começaram a despertar da modorra que os prendia. Eles urraram para anunciar o seu retorno. E também para avisar que lembravam-se de seus carcereiros.

Era o prenúncio de um tenebroso renascer do fogo negro e da vingança.


*******************

Sem combate? Isso mesmo. Na sessão houve combate, sempre terá. Mas foi mínimo: um contra um Ettin e outro contra dois barghests, e só o Ettin foi derrotado. Não que importasse, porque o foco do cenário não era especificamente na luta e, sim, na corrida para perseguir Sir Alric Farrow, que, devido ao Overlord ter vencido a 1a parte do cenário, estava de posse da espada Dawnblade.

O cenário foi decidido na primeira rodada: quando os heróis não conseguiram derrubar Sir Alric (o que lhes permitiria pegar a espada), acabou. Foi só questão de correr o máximo possível com ele até alcançar a Pedra. Os monstros serviram para bloquear o caminho e algumas cartas terminaram de esmigalhar as esperanças dos heróis. Quando a Pedra foi destruída, os heróis tiveram de fugir.

O Cesar (que joga com o Grisban) começou a considerar que a armadura dele lhe dá azar - desde que a conseguiu, não consegue mais ter o sucesso anterior nos ataques. Aparentemente é contagioso, pois o mesmo se aplicou ao mago e ao servo-esqueleto. O Avric ficou de fora do azar dos dados, mas talvez mais porque ele não conseguiu chegar ao combate, ficando preso em armadilhas de teias.

Eu acredito que os heróis tenham condição de vencer a missão (certamente bastante mais fácil se ganharam na 1a parte), mesmo que tenham sido derrotados no desafio de alcançar a tumba ao nascer do sol. Mas tudo dependerá na 1a rodada. Acho estranho um cenário depender só de 1 rodada - e da primeira! - para estar definido.

Enfim, ao menos uma relíquia que ficou de fora da mão dos heróis (que já tem 3 - o Arco, o Cajado e a Runa). Ademais, agora é sempre permitido usar os dragões em qualquer missão, independente das limitações.

E foi isso!

Abs,
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Cesar Magrin
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Parana
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mb
Mais um fiasco total por parte dos heróis, essa 2ª parte me lembrou muito a aventura do Castelo Daerion – sessão II  onde também não tínhamos qualquer esperança de vitoria.

Bom olhem as fotos e tirem suas conclusões.

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Cleiton Carlos
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Aguardando ansioso pela proxima seção.laugh
 
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