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War of the Ring (Second Edition)» Forums » Sessions

Subject: A Guerra do Anel - 13/abril rss

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Tiago Perretto
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A guerra começou com o movimentos de tropas, vindas de Minas Morgul aos milhares. Um exército de um tamanho como apenas ao final da Segunda Era, na época da Última Aliança, fora visto. Nazgûl controlavam a tremenda força composta de orcs e trolls e, sob os guinchos de suas montarias, a pequena guarnição em Osgiliath recuou para Minas Tirith, sem oferecer resistência aos invasores, os quais cruzaram o Rio Anduin e, sem oferecer termos ou negociar, iniciaram o cerco à Cidade Branca.

Era, portanto, afortunado que, pouco antes, chegara na cidade um cavaleiro vindo do Norte, de Valfenda. Para os guardas nos portões e para o povo da cidade, era somente mais um errante, buscando abrigo na cidade. Mas aquele cavaleiro conduziu sua montaria não até alguma hospedaria na parte baixa da cidade; não, ele a levou adiante, subindo pelas ruas calçadas em pedra de Minas Tirith, galgando até chegar diante dos portões que davam acesso ao palácio do Regente. Ali ele teve que se apresentar: anunciou-se como Aragorn, filho de Arathorn, e viera para trazer o apoio dos Elfos e dos Nortistas para a guerra que logo se seguiria. Mas Denethor o recebeu de forma gelada, pois os informes que trazia eram sombrios e o Regente temia que aquele forasteiro quisesse lhe tomar o trono. Só que a guerra apressa até mesmo as alianças amargas, e Aragorn liderou a resistência de Minas Tirith contra o assalto do exército do Escuro.

A multidão de orcs e trolls vieram em ondas, aparentemente infinitas, contudo as muralhas resistiram, bem como os que estavam nelas. A luta durou por dois dias inteiros, mas, ao final, o exército invasor foi quebrado. Não fora de todo expulso - o cerco ainda era mantido, mas não tinha mais forças para atacar. Tinham que aguardar por reforços vindos de Morannon e Barad-Dûr. Todavia, antes que tais reforços passassem por Gorgoroth, um regimento de gondorianos veio de Pelagir, cruzando a região de Lossarnach, para bater-se com as tropas acampadas ao redor de Minas Tirith. O ataque surpreendeu os sitiantes, que foram esmagados - o cerco fora debelado.

As notícias que o regimento trouxe não eram todas positivas, no entanto: pois tiveram que abandonar Pelagir aos mercenários de Harad e Umbar. Este foi o preço pago pela libertação da capital.

No norte, os mateiros e os nortistas de Bree e os que guardavam o Bolsão uniram-se, pois havia relatos de movimentos e fumaça no Monte Gundabad. Os nortistas não queriam começar algo, então se decidiram por se manter na fronteira, em constante vigília.

Mais ao sul, em Orthanc, Saruman revelou-se como um conquistador, não mais alinhado aos Povos Livres. Ele enviou uma multidão composta de Uruks-Hai e wargs para dominar o Abismo de Helm e, depois, Edoras, pondo o rohirrim de joelhos. Mas os senhores dos cavalos não são do tipo que rendem-se com facilidade e, neste caso, havia já sido avisados para não confiar em Saruman, pois Aragorn, em seu caminho até Gondor, passara antes por Rohan e, em Edoras, alertara Théoden e Éomer para o perigo que corriam. Éomer retirou as tropas que guardavam os vaus do Isen e os aquartelou em Helm, onde ele mesmo ficou. O ataque de Saruman, portanto, encontrou um povo preparado e empedernido em sua defesa. Houve baixas de ambos os lados, porém aquelas do lado que serviam à Mão Branca, foi muito mais numerosas, pois os hunors vieram de Fangorn para destruir a retaguarda dos invasores. O Abismo de Helm resistira.

A Sociedade do Anel, até este momento, praticamente não se afastara de Valfenda, mas sabendo que a atenção de Saruman e de Sauron estava voltada para a guerra, os companheiros avançaram rápido, passando por Moria e chegando até Lórien, onde se curaram da difícil travessia pelo antigo reino dos anões, agora dominado pelas trevas e pelo horror que foi despertado nas profundezas.

No sul, os mercenários de Umbar e de Harad subiram o Anduin até Osgiliath, onde encontraram o novo exército do Escuro, formando novamente uma força temível. No entanto, isso permitiu que Aragorn, afinal coroado Rei de Gondor, numa viagem rápida e sem descanso até Rohan, fizesse contato com os Woses e, com a ajuda dos caminhos escondidos deles, Aragorn conseguiu levar uma tropa de Gondor para realizar um assalto feroz e ligeiro em Pelagir, tomando a cidade do Inimigo, conseguindo até mesmo eliminar um Espectro do Anel. Tal vitória abriu caminho para que os elfos, vindos dos Portos Cinzentos, enviados por Círdan, viessem em auxílio dos Povos Livres e tomassem Umbar, deserta de defensores, pois seus guerreiros haviam ido para Pelagir e depois para Osgiliath.

O momento parecia de esperança para os Povos Livres, todavia um exército de armaduras negras e intento vil, saiu de Moria, liderado por ninguém menos que o próprio Rei Bruxo. Esta força seguiu para o oeste e, quase sem perdas, arrasou o Bolsão - haja visto que os defensores dos hobbits guardavam as fronteiras ainda mais ao norte. Sem perder tempo, o Rei Bruxo avançou, numa orgia de morte, até os Portos Cinzentos, onde os elfos, enfraquecidos pela ajuda que enviaram ao sul, foram sitiados e logo derrotados, mesmo que impondo perdas aos seus atacantes.

A força em vigília no norte respondeu ao declarar guerra e tomar Angmar. Os orcs e trolls de Monte Gundabad fluíram em grandes números pelos portões de ferro da fortaleza do Rei Bruxo, mas não entraram em combate pelo controle de Angamar, pois aguardavam a vinda de seu líder. Isso permitiu que, uma força menor, vinda de Carrock, e ocupasse o Monte Gundabad. Foi uma ação precipitada, pois mesmo sem liderança, as criaturas lutaram de forma assassina e alucinada para retomar a fortaleza, temendo mais que tudo a fúria do Rei Bruxo. A pequena força de nortistas foi destruída. Entretanto, isso serviu para mostrar que o Monte Gundabad era vulnerável a ataques tanto do leste quanto do sul, então era preciso guardá-lo até a vinda do Rei Bruxo.

Ao leste, em Vale, um batalhão vindo de Rhûn atacou e foi debelado com facilidade. Não houve novos ataques vindos de Rhûn.

A Sociedade continuou seu avanço e mesmo com a corrupção do Anel causando preocupação, ela chegou até Mordor. Isso pôs quase todos os exércitos da Sombra em movimento na Terra-Média: a força mista em Osgiliath moveu para iniciar um novo cerco à Minas Tirith; de Dol Guldur, na Florestas da Trevas, uma multidão de monstros marchou em direção à Lórien e, de Orthanc, novas forças se prepararam para realizar um outro ataque ao Abismo de Helm.

Novamente Minas Tirith resistiu, com a ajuda, desta vez, dos rohirrim vindos de Edoras.

A atenção do Olho de Sauron estava voltado para Mordor agora, pois o Inimigo sentia a proximidade do Anel. Três vezes seu Olho passou por sobre a Sociedade, revelando-a, mas três vezes ela se escondeu, mesmo que ao custo do sacrifício da vida de Gandalf, Boromir, Gimli e Legolas. O novo ataque ocorreu no Abismo de Helm, que resistiu. Então, afinal, os hobbits lançaram o Anel nos fogos da Montanha de Perdição. O poder de Sauron estava destruído.

Havia ainda exércitos fortes espalhados pela Terra-Média, mas os Povos Livres, salvos da opressão e do poder da Sombra, lidariam com eles.

************************

Marcelo: Sombra
Tiago: Povos Livres

Foi uma partida bastante atípica. Eu saí com uma mão excepcional para trazer reforços para Gondor e as usei sem pena. Nunca vi Dol Amroth e Pelagir com tanta gente. O mesmo ocorreu no norte, onde reforços vieram. Claro que isso me custou: tive que deixar a Sociedade parada pelas primeiras 3 ou 4 rodadas - algo já bastante incomum. Eu não tinha exatamente a intenção de ir atrás de uma vitória militar, mas vi que ela não estava fora de meu alcance, ainda mais depois que, em Minas Tirith, rolei 9 sucessos em 10 dados. O exército de Mordor quase sumiu. E as tropas que movi de Pelagir terminaram o serviço. Eu entreguei Pelagir de graça, pois tinha uma carta - o Caminho dos Woses - que eu sabia que causaria uma grande destruição caso o Marcelo mordesse a isca, e ele mordeu. Demorei para usar a carta mais do que eu gostaria, porque o Aragorn primeiro ficou preso em Minas Tirith, devido ao cerco e, depois, eu não queria tirá-lo dali até que ele fosse coroado rei.

No Norte, movi a força de nortistas para deixar as forças de Monte Gundabad, que eram bem poucas, em xeque. Eu não podia invadir, porque o Norte não estava em guerra ainda, mas ele serviu depois para meu intento: tomar Angmar e trazer o exército de Mt. Gundabad para a luta, deixando este livre para ser tomado por trás. Deu exatamente certo, mas fui precipitado porque me esqueci que a vitória militar só é checada ao final da rodada, quando todos os dados foram usados. Eu tomei Gundabad, mas não consegui mantê-lo até o fim da rodada.

Não foi muito problema, porque depois de uma rodada em que não havia Olhos para vigiar o avanço da Sociedade, na qual eu avancei quatro vezes, a Sociedade estava próxima de Mordor com uma corrupção ainda baixa.

Eu continuava rolando dados de forma quase perfeita: em duas rodadas, nos cinco cados saíram 3 Will of the West (coringas) e pelo menos 1 espada. O queixo do Marcelo queria descolar do resto do rosto. Tal fortuna manteve-se nos combates, em que rolei números ótimos, sempre, incluindo três "6" durante a luta nos Portos Cinzentos, fazendo com que o Marcelo tivesse que atacar lá quatro vezes antes de vencer uma força de apenas três unidades (2 regulares e 1 elite). Praticamente não havia lugar fraco nas fortalezas dos Povos Livres - o mais fraco, depois do primeiro ataque, era o Abismo de Helm, mas eu descobri que as cartas dos Ents são destruidoras para defender Rohan - e eu tinha quatro delas na mão quando o Saruman veio para cima.

Enfim, ao final, venci por destruir o Anel (com 10 de corrupção, após o Marcelo retirar as 4 peças mostrando o Olho durante o caminho por Mordor - uma tremenda sorte, porém a única que ele teve durante a partida), mas estava em 3 pontos nas conquistas militares (precisa de 4 para o Povo Livre vencer, e quando tomei Gundobad cheguei a 5), enquanto a Sombra chegou somente a três também (Portos Cinzentos e o Bolsão). Dificilmente a Sombra terá tantos problemas nas guerras como ocorreu desta vez: cartas de reforços, rolagens quase perfeitas. Não há Sauron que resista.

E foi isso!

Abs,
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Rafael Soar
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Muito bonito e bem escrito, porém ficaria mais legal com umas fotinhos para ilustrar!
por isto nota = 7
 
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Tiago Perretto
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warrior_ctba wrote:
Muito bonito e bem escrito, porém ficaria mais legal com umas fotinhos para ilustrar!
por isto nota = 7


Sem fotos! Mas merecia, porque a mesa estava bem bonita com aquela edição de colecionador.
 
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Ralf Schemmann
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Thanks to Google Translate I was able to enjoy your session report. Great stuff, thanks for posting!
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Uthoroc wrote:
Thanks to Google Translate I was able to enjoy your session report. Great stuff, thanks for posting!


Thanks, Ralf!

Regards,
 
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